28 de janeiro de 2018

Testemunhos SVE: Lisboa e a Música

Antes de ter iniciado esta experiência nunca tinha visitado Portuga, e morar a apenas 30 km deLisboa pareceu-me logo uma oportunidade a não desperdiçar!

Mas a minha sorte não acabava aí.. é que a minha coordinadora, Filipa, é sobrinha do baterista dos Xutos e Pontapés, uma banda de nrock com uma história de longa duração. “São como os Rolling Stones portugueses”, disse-me um dos estudantes com quem falei durante uma das nossas aulas nas Escolas Secundárias.


Assim uma das minhas primeiras experiências em Lisboa foi um grande concerto dos Xutos e Pontapés no Coliseu de Lisboa...Emocionante!


Mas a estrela desta noite para mim foi a avó de Filipa, uma senhora com uma energia extraordinária!

Para ficar no âmbito musical, não poderia faltar uma noite de fado.
O nome fado chega da palavra latina fatum [= destino] porque a música é inspirada no típico sentimento português da saudade. As canções do fado falam sobre a emigração, a separação, o sofrimento e o afastamento.

Como quase todas as músicas populares, nasceu nos lugares da pequena delinquência urbana, tal como o samba, o tango e a canção napolitana.
Tambem neste caso posso dizer que eu tive sorte. Durante o meu primeiro dia a passear sozinha para Lisboa - depois muitas subidas e descidas, algumas no típico eléctrico 28, algumas a pé; depois de me perder entre as pequenas ruas da Alfama; depois de muito andar ao lado do rio Tejo, desde a Cais do Sodré até a Praça do Comércio e mais além - cheguei em um ótimo bar no Bairro Alto.

Os preços eram muito baratos e as pessoas que trabalhavam alì muito simpáticas e acolhedoras. Uma cerveja fresca era mesmo o que faltava!
Foi assim que encontrei o Pedro, a Soraya e a Mafalda e me fui embora com a promessa de  os reencontrar mais tarde para uma noite de fado num dos restaurantes mais populares e menos turísticos.

Assim, algumas semanas depois, eu e Mari fomos ao restaurante Dom Leitão, onde encontrámos uma alegria esmagadora. Leitão assado, vinho tinto e fado tradicional..
O que poderia querer mais?



Naturalmente Lisboa e arredores têm muitas coisas mais a descobrir, mas não temos pressa, certo?

Testemunhos SVE: Escolas Secundárias


Uma das nossas atividades como voluntárias consiste em dinamizar algumas aulas de inglês nas Escolas Secundárias de Montijo e Alcochete.

Antes da primeira aula que dinamizámos decidimos fazer um plano para nos ajudar a saber o que fazer.

Foi difícil, por que não sabíamos como organizar o tempo disponível, nem quais as atividades mais úteis ou interessantes para uma turma de adolescentes.

Decidimos começar com uma rápida apresentação em inglês, para isso pedimos aos jovens que encostassem as mesas e as cadeiras à parede e fizessem um círculo no centro da sala.

Depois fomos passando uma pequena bola, quem a recebesse tinha que dizer o seu nome, uma coisa que gostasse e uma que não gostasse.

Depois para nos energizar fizemos um jogo com música.




Cada jovem recebe uma folha de papel onde desenha uma moldura e escreve o seu nome. De seguida dobram o papel.

Quando a música começa têm que trocar os papéis dobrados o maior número de vezes possível.

Quando a música têm que desenhar uma parte da cara da pessoa cujo nome está em cima do papel que têm na mão.

Repetimos o mesmo processo quatro vezes (cara e cabelos, olhos, nariz e boca) e com movimentos diferentes no momento da troca.




No final cada estudante recebe o seu retrato e pode colá-lo na parede junto a um pequeno envelope. A ideia é criar pequenas caixas de correio onde os alunos possam deixar mensagens uns para os outros.

Nós deixamos as primeiras mensagens: pequenas frases em italiano traduzidas para português e inglês.

Depois colamos na parede algumas imagens de diferentes coisas e pessoas.

Os estudantes, divididos em equipas, têm de adivinhar as que são ou não italianas. Aproveitamos esta ocasião para partilhar um pouco sobre Itália e deixar algumas sugestões para o futuro..

Para aprender mais sobre o Portugal, dividimos a turma em quatro equipas e atribuímos um tema diferente a cada uma: cidades, comidas, música e tradições. Cada equipe tem dez minutos para pensar sobre o seu tema e escrever coisas típicas de Portugal para nos apresentar e recomendar (em inglês).



Quando temos menos tempo pedimos simplesmente aos jovens que nos aconselhem alguns lugares a visitar em Portugal.

No final, para falar um pouco sobre o projecto de Serviço de Voluntariado Europeu e a nossa Associação Mundo Inseparável, colamos na parede um mapa do Portugal e um da Europa. Depois damos a cada pessoa dois post-it de cores diferentes onde eles têm que escrever os seus nomes. Os alunos devem por o post it verde num país que já visitaram e que gostaram muito, e o rosa num país que gostariam visitar.
Os jovens têm depois oportunidade de partilhar com o resto da turma as suas motivações.

Para concluir, explicamos como funciona um projeto SVE e como isso pode ser uma boa oportunidade para viajar e encontrar pessoas com culturas diferentes, para aprender a fazer coisas novas e para compreender melhor o nosso futuro.

Se no início fazer tudo isto parecia muito difícil, agora, cada vez se torna mais fácil pois vamos ficando mais confortantes. Talvez seja altura de mudar o plano!





15 de janeiro de 2018

Testemunhos SVE: A Passagem do Ano



Para a Passagem do Ano decidimos de “trair” Portugal e aproveitar este período longo de férias para viajar em Espanha!

Mari

Durante as Férias de Natal fiquei em Lisboa, como convidade de uns rapazes que conheci na formação de Guimaraes. Foram dias inesquecíveis e tive a oportunidade de tentar fazer surf na Praia de Carcavelos! Foi muito divertido mas tambem dificil!!

 



No dia 27 de Dezembro deixei Portugal e dirigi-me a Espanha para celebrar a passagem de ano.

Um grande amigo vive em Barcelona e approvetei a sua disponibilidade para visitar esta maravilhosa cidade. Lá encontrei-me com o meu namorado. Foi muito interessante ver a capital da Catalunha, famosa pela sua arte e arquitectura -  como a Sagrada Familia e todos os edifícios bizzarros concebidos por Antonio Gaudi.



 






 

Foi muito positivo para mim passar tempo com pessoas que amo!
Estava a precisar disto!


Mila

No dia 25 de dezembro perdi a minha carteira Lisboa (Feliz Natal!) e o dinheiro que tinha para festejar a Passagem do Ano não era muito... Por isso decidi viajar da maneira mais barata possível... ou seja, apanhei boleia no BlaBlaCar desde Lisboa até Sevilha!

Por coincidência todas as pessoas que estavam no carro - quatro rapazes espanhóis e uma rapariga italiana - tinham terminado um SVE (Serviço de Voluntariado Europeu) na Polónia há pouco tempo
.
A viagem foi divertida e foi muito interessante trocar opiniões e conselhos com eles!

Em Sevilha esperava-me José, um couchsurfer iraniano que me ofereceu um sitio na sua casa para ficar uma noite gratuitamente.

Foi muito hospitaleiro, cozinhou-me um risotto de marisco e explicou-me algumas coisas históricas sobre a Catedral de Sevilha e sobre ás árvores de laranjas que ficam nas ruas e nas praças como símbolo de prosperidade.

No dia seguinte visitei a Plaza de España, e o resto do tempo andei pela cidade, consciente que meio dia não basta para ver tudo, e ue tenho de regressar rapidamente!

À noite apanhei mais uma boleia no BlaBlaCar com o Pepe, um rapaz espanhol, desta vez ía para Granada.

Aqui reencontrei-me Ludovica e Eloy, o casal que encontrei na primeira boleia, e que me tinha convidado para celebrar a passgem de ano com eles
.
Na casa de um amigo deles, Jonny, encontrei muitos jovens espanhóis, italianos, entre outros.

Durante o primeiro dia em Granada andei sozinha pela cidade: visitei a zona monumental e a Alhambra, perdi-me no bairro árabe El Albaicín, cheio de pequenas ruas brancas, admirei o panorama do Mirador San Nicolas, e descobri algumas das caves do Sacromonte. No passado eram caves ocupadas mas hoje muitas tornaram-se atrações turísticas. O homem que mora nesta cave, disse-me que aqui a temperatura é sempre amena, e não há humidade graças aos cactos plantados em cima.



Depois fui a cozinhar com os outros para o jantar de dia 31 dezembro.
Éramos quinze pessoas mais ou menos...

Eu fiz uma parmigiana di melanzane, um prato típico italiano à base de berinjelas; O Eloy e Ludovica cozinharam uns excelentes camarões!

Depois fomos na praça do município, brindar ao novo ano, dançar e comer as doze uvas, uma por cada badalada, como quer a tradição!

A festa continuou nas ruas e em casa….

No dia seguinte fomos a tapear - beber uma coisa complementada por uma pequena comida, uma actividade típica de Andaluzia e especialmente de Granada.

Reza a lenda que foi o rei que tornou as tapas obrigatórias para evitar que os seus mensageiros tornassem demasiado bêbedos durante as entregas e caíssem dos caminhos da Sierra.

Quando estávamos perto da Plaza de Toros, o Eloy e Ludovica explicaram-me também o significado da expressão “brindar ao sol”, muito utilizada em politica, que significa “fazer uma coisa sem acreditar nesta, para ganho pessoal”.

O toreador que nao fazia uma boa corrida costumava cumprimentar o “lado do Sol”, o mas barato, por que as pessoas que sentavam aqui nao eram muito experientes….

Depois do almoço, subimos através do El Albaicín, até o Eremo de S. Miguel, para ver o primeiro pôr-do sol do ano!

Foi maravilhoso: quando as luzes mudam, Alhambra e a cidade toda parece um lugar mágico!

Abaixo do Eremo estão algumas caves, estas realmente ocupadas. Paramos alì um pouco, entre fogueiras e tambores, enquanto anoitecia.


No dia seguinte comemos tapas doces como pequeno almoço e tentámos visitar melhor o Sacromonte. Contudo, na rua encontramos muitas caixas abandonadas cheias de livros e a tentação para parar ganhou!


Tive que correr para apanhar a minha ultima boleia. Direção: Setúbal.

O condutor, o Hugo, foi tão gentil que acabou por me levar mesmo até a minha casa no Montijo, e convidou-me para lhe ligar quando visitar a sua cidade!


Agora, voltamos ao trabalho!

6 de janeiro de 2018

Testemunhos SVE: Por volta do Natal


O Natal já passou e por isso aproveitamos esta oportunidade para descrever um pouco as actividades organizadas pela nossa associação para a comunidade de Alcochete e arredores, no período anterior às festas.

No dia 5 de dezembro, dinamizámos um workshop para as senhoras que frequentam o Cais do Sal (um centro diurno para idosos). O objetivo era criar pequenos bonecos de neve com meias brancas, arroz e botões.



Foi muito divertido e as senhoras cumprimentaram-nos com afecto: esperamos de voltar depressa!


Com a mesma organização, Cais do Sal, fomos ao Passil, uma pequena aldeia perto de Alcochete, mas dificilmente acessível por transportes públicos. Só passam três autocarros durante todo o dia…

Aqui, quando saem da escola os meninos costumam de brincar sozinhos nas ruas. Neste período de férias, para não os deixar sozinhos todo o dia, o Cais do Sal organiza algumas actividades.

No primeiro dia, por exemplo, nós propusemos um workshop para criar pequenas decorações de Natal com copos de plástico, molas de roupa, cartões e tintas.



No segundo dia ajudámos as educadoras à cozinhar cake pops, como presentes para as famílias dos meninos.


Depois, à tarde, propusemos alguns jogos para brincarmos todos juntos.



No último dia antes das férias fomos ao Censa, uma organização no Samouco onde meninos de 7/8 anos estão durante a tarde depois escola. Construímos juntos uma moldura em forma de rena com cartões, lã e tintas.



E depois foi o Natal e a Passagem de Ano, e nós viajamos desde Lisboa até Sevilha, Barcelona e Granada...

… mas essa é outra história!

19 de dezembro de 2017

Testemunho SVE: S.Martinho

No dia 10 de Novembro fomos pela primeira vez no lugar onde trabalha a Filipa, a nossa coordenadora: o Roda Livre.
Este é um projeto comunitário sediado no bairro do Esteval no Montijo que dinamiza atividades para a comunidade local. Entre outras iniciativas tem um centro de recursos onde crianças entre os 7 e os 16 anos e as suas famílias podem participar em atividades diversas.




O dia seguinte, o dia 11 de Novembro, é o São Martinho. Por essa razão, no Roda Livre, havia uma pequena festa.

Com adultos e crianças bebemos sumos de fruta e comemos alguns bolinhos e algumas 
castanhas assadas, que são tradicionais desta festa.

Também em Itália este dia é considerado uma festividade: por tradição, celebra-se a maturação do vinho novo. É de onde vem o provérbio “San Martino, ogni mosto diventa vino” (“O São Martinho, cada mosto torna-se em vinho”). O famoso poeta italiano Giosuè Carducci, no final de 1800, dedicou um poema a esta época, intitulado precisamente San Martino.

San Martino

La nebbia a gl'irti colli
piovigginando sale,
e sotto il maestrale
urla e biancheggia il mar;

ma per le vie del borgo
dal ribollir de' tini
va l'aspro odor dei vini
l'anime a rallegrar.

Gira su' ceppi accesi
lo spiedo scoppiettando
sta il cacciator fischiando
su l'uscio a rimirar

tra le rossastre nubi
stormi d'uccelli neri,
com'esuli pensieri,
nel vespero migrar.  

(Giosuè Carducci)

Descobrimos que em Portugal também o dia de o São Martinho está relacionado com o vinho novo mas aqui é uma festividade muito mais importante.

A senhora do restaurante ao lado da nossa pousada, por exemplo, ofereceu-nos um jarro deste vinho que se chama Água de Pè, e um pequeno prato de castanhas assadas.



Reza a lenda que….

… São Martinho foi um cavaleiro, um monge e um santo.
É capaz de trazer o verão ao outono e, graças a ele, todos os anos comemos castanhas.

Corria o ano de 337, no século IV, e um outono duro e frio assolava a Europa. Um cavaleiro gaulês, chamado Martinho, tentava regressar a casa quando encontrou a meio do caminho, durante uma tempestade, um mendigo que lhe pediu uma esmola. O cavaleiro, que não tinha mais nada consigo, retirou das costas o manto que o aquecia, cortou-o ao meio com a espada, e deu-o ao mendigo. Nesse momento, a tempestade desapareceu e um sol radioso começou a brilhar.

O milagre ficou conhecido como "o verão de São Martinho". Desde então, por altura de novembro, o ríspido tempo de outono vai embora e o sol ilumina-se no céu, como aconteceu quando o cavaleiro ofereceu o manto ao mendigo.

Durante a tarde encontrámos o responsável da Escola Profissional do Montijo, que nos convidou a visitar a escola e participar numa jornada com professores oriundos de outras zonas de Europa.

Vamos ver!

Mila & Mariavittoria

11 de dezembro de 2017

Tetesmunho SVE: A nossa chegada a Portugal

A nossa aventura em Portugal começa nos primeiros dias do novembro.

A Ana e a Magda, as nossas mentoras, vêm buscar-nos ao aeroporto e trazem-nos a Alcochete, onde encontramos a Filipa, a coordenadora do nosso projecto e do Mundo Inseparável Associação.
Alcochete é uma pequena cidade perto do rio Tejo, situada no distrito de Setúbal, a apenas 30 quilômetros da capital.

Parece-nos imediatamente um lugar acolhedor e típico.


As pessoas que encontramos são muito disponíveis e nós integramo-nos aqui com facilidade.

Um dos lugares da vida nocturna alcochetana é o Paparocas, um bar pequeno mas muito animado. A Fernanda, a agradável dona, tornou-se logo numa espécie referência para nós.

Ao lado do Paparocas há o Museu dos Touros, que celebra o tipo particular de corrida que se tem aqui e as famosas festas do Barrete Verde e das Salinas, que são em agosto.
No centro de Alcochete, há uma estátua do Salineiro e uma do Forcado.



Um outro encontro característico que fazemos logo é aquele com os pescadores. Eles, em alguns momentos do dia e da noite, saem do rio em massa e mudam suas roupas à beira da estrada.


Por falar no rio, a praia é seguramente a melhor parte de Alcochete!

As pessoas daqui, no verão, tomam banho no Tejo sem problemas… Nós ficamos um pouco cépticas a este respeito, mas é certo que estar na praia em novembro é uma felicidade!


Durante o dia é muito quente e passamos algumas tardes no Pikolé, o bar que fica de frente para o Tejo. Decidimos fazer mesmo aqui, debaixo do sol, a primeira aula de italiano com a Ana.


Através de uma agradável caça ao tesouro, a Ana mostra-nos alguns pontos significativos da cidade. Entre eles, a estátua do D.Manuel I, um rei do Portugal que nasceu em Alcochete, o passeio do Tejo (uma doca com um farol), a igreja principal na mesma praça do município e o coreto.


Ana ajudou-nos também a interagir com as pessoas daqui, pedindo-lhes que nos ensinassem algumas canções populares, alguns provérbios portugueses e algumas refeições tradicionais.

Por falar na cozinha tradicional ... durante o almoço de boas vindas com a Filipa e os mentores, tivemos a ocasião de experimentar o típico Cozido à Portuguesa.


O José, o gerente do restaurante ao lado da nossa pousada, aconselhou-nos altamente esta refeição, mas é com certeza um desafio! Não é exatamente o primeiro prato a tentar para descobrir a verdadeira cozinha portuguesa.

Mas o bom José, redimiu-se amplamente dias depois com uns óptimos camarões e uma excelente dourada.


Estamos ainda no início da nossa experiência e temos a certeza que Portugal vai oferecer-nos muitas mais surpresas!

19 de abril de 2017

Testemunho SVE: O Final do nosso projeto SVE


No dia 29 de abril eu e a Justyna regressamos à Polónia. Os últimos meses passaram tão rápido! 



O tempo que passei em Alcochete, e em Portugal, no geral, foi uma das melhores experiências da minha vida. Finalmente tive a minha “experiência internacional” – foi a primeira vez que vivi fora do meu país por mais de 1 mês e meio e adorei cada momento! Conheci tantas pessoas incríveis de diferentes países europeus durante as formações organizadas pela Agência Nacional. Passei o natal e a Páscoa com duas famílias portuguesas diferentes e ambas me acolheram de coração aberto e me fizeram sentir muito bem-vinda. Posso dizer sinceramente que as pessoas portuguesas são sempre amáveis e prestáveis.

Viajei para diferentes partes do país e fiquei maravilhada com cada cidade que visitei. Experimentei tanta comida incrível! Adorei o clima português (claro tirando não haver aquecimento central em Dezembro e Janeiro). Tentei aprender português (vamos dizer que a Justyna conseguiu e que eu ainda estou a tentar... mas sem dúvida que continuarei a aprender quando regressar à Polónia). Trabalhei com pessoas desde os 2 aos 80 anos de idade. Participei em diferentes atividades e workshops, e planei grande parte deles sozinha. Mais importante ainda, aprendi imenso sobre mim, as minhas dificuldades, motivações, etc. 
Agora que o nosso SVE está a chegar ao fim sinto muita SAUDADE de tudo o que aconteceu e de cada pessoa que conheci. Por isso apesar de ser o fim do nosso projeto de SVE não será o fim desta jornada pois as coisas que aprendi, as experiências que ganhei e as pessoas que conheci ficarão comigo para sempre. 
Ida Krulak