Mostrar mensagens com a etiqueta Italia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Italia. Mostrar todas as mensagens

1 de novembro de 2018

Testemunho SVE (3ªTemporada): Impressões de um voluntário


Note: English version below.


“A pintura é a expressão exterior de um conteúdo interior”, com esta frase Kandiskij sintetiza o que acreditava ser a atitude de um pintor. Gosto muito desta frase porque pode ser também adaptada a um escritor, que troca a tela por uma folha branca... ou em tempos modernos um documento Word. 

Com este artigo queria partilhar algumas das impressões e sensações que têm despertado em mim durante a minha estadia em terras lusas. 

O que me surpreendeu mais, sem dúvida, é o nível de integração da população. Especialmente tendo em conta os níveis de intolerância crescentes em Itália, fiquei muito surpreendido pela positiva quando verifiquei que em Portugal populações de diferentes cores, grupos étnicos, línguas e religiões convivem num ambiente pacífico.

Outro aspecto que me despertou muita atenção foi o espírito de solidariedade presente entre as crianças do Bairro do Esteval (onde morarmos): as mais crescidas ajudam as mais novas, a divisão dos bens entre todos, o convívio constante e a união – em tempos onde nos encontramos numa sociedade dominada pelas redes sociais é muito raro encontrar algo assim. Relembra-me os livros de Pasolini e Edward Bunker que, embora, numa realidade cultural e contexto diferente, contavam como era a vida na rua.

Por fim, e regressando ao tema da pintura, gostaria de falar das cores deste país... Diferentes tonalidades de todas as cores, que se misturam criando pinturas de cortar a respiração... principalmente os pores-do-sol! A parte do dia que mais gosto é observar o pôr-do-sol da janela da cozinha, ver o sol a iluminar o bairro uma última vez antes de desaparecer lentamente por detrás dos prédios.

Michele

::::::::::::::::::::


“The painting is an exterior expression in pictorial form of an inner impression”.

With this thought Kandiskij has synthesized what he believed to be the attitude of the painter.

I really like this phrase because it can be adapted to the writer, exchanging the canvas for the sheet of paper or, in modern times, with a word document.

In fact, with this article I intend to express some of the impressions that have been aroused in me during this stay in Lusitania.

Certainly, what struck me most was undoubtedly the level of integration among the population. Especially when we look at the level of intolerance in Italy, I was pleasantly surprised to see that in Portugal there is a peaceful and colourful population of ethnic groups, languages and religions.

Another aspect that has deeply aroused my attention is the spirit of solidarity present among the children of Bairro do Esteval (where we live): the older ones who help the younger ones, the compartment of each good, living the neighborhood always together, for the times in which we find ourselves living dominated by social media is something quite rare and refers my thoughts to the books of Pasolini and Edward Bunker that, although in different cultural contexts, told the life on the street.

Finally, to return to the theme of painting, I would like to dwell on the colours of this country.

Continuous shades of all the shades that blend together giving, especially in sunsets, breath taking paintings...

A moment that I appreciate a lot of the day is just watching the sunsets from the window of the kitchen, with the sun radiating for the last time the neighbourhood and then falls asleep, slowly, disappearing behind the buildings.


Michele



10 de outubro de 2018

Testemunho SVE (3ªTemporada)


Note: English version below

Seleccionar as roupas e perceber os gostos de cada um num ambiente tranquilo e relaxante na Loja (social) do Mercado.

As manhãs passadas no Censa com os bebés que trazem alegria ao meu coração. Os olhares curiosos, de quem quer atenção e carinho. O desejo de situar a minha pessoa, com olhos que pedem diversão, que querem brinquedos e ajuda para dar os primeiros passos.

Durante o fim de semana, a pequena Lisboa torna-se grande – sempre tão solarenga, colorida, cosmopolita e procurada.

Fabiana


:::::::::::::::

The study of the taste of others and clothing selection in a relaxed and reassuring atmosphere at Loja.

Or activities at Censa with little babies that bring joy to my heart. The avid look for the curiosity and care. Eyes that ask for delight (amusement) through toys present there or to walk assisted.

Over the weekend a small, but big Lisbon - always so solar, colorful, cosmopolitan and sought-after.

Fabiana

7 de outubro de 2018

Tertemunho SVE (3ªTemporada): Impressões intermédias


Note: English version below

“Normalmente as ideias não me surgem quando me sento a escrever, mas sim quando estou a viver”.

Decidi utilizar esta frase de Anais Nin para tentar organizar as emoções e sentimentos que senti durante os primeiros 3 meses em Portugal e porque acredito que muitas vezes é numa folha branca de papel que nos podemos confrontar com os nossos pensamentos mais profundos. Quando escrevemos temos a oportunidade de ser honestos e seria uma parvoíce não aproveitar este momento de pura transparência.

Assim, tenho de confessar que as minhas primeiras impressões da minha estadia no Montijo foram tudo menos positivas...

Cheguei num dia tórrido no final de Junho, que  na verdade aos meus olhos me fazia lembrar um cenário do Silent Hill ou do Resident Evil – um calor imenso, não se via ninguém na rua, só faltavam mesmo os fardos de palha no meio da rua.

A ideia de ter de esperar duas semanas até chegarem os restantes voluntários e começar efectivamente a trabalhar não era muito atractiva, e se a isso acrescentarmos a dificuldade que era decifrar os horários dos transportes para chegar a Lisboa, ou junto to mar, a coisas não estava nada positiva.

No entanto, como normalmente acontece em momentos “trágicos”, foram as pequenas coisas, os detalhes, que gradualmente foram tornando tudo mais agradável: a bondade do staff da associação, os encontros com as crianças do Roda Livre, a descoberta progressiva do bairro e da cidade, as viagens mais frequentes a Lisboa, os fins de semana a praia, a chegada dos meus colegas.

Aos poucos familiarizei-me com o ambiente à minha volta e fui ganhando o carinho das crianças e do bairro, que na verdade me adoptou.

Acho que até agora, enquanto equipa temos feito um bom trabalho, primeiro estabelecendo uma boa relação com a comunidade envolvente e entre nós, trabalhamos juntos e apoiamo-nos mutuamente, apesar das diferenças culturais e comportamentais que nos diferenciam, mas que nunca devem ser factor de exclusão.

É assim que retrato a situação passados 3 meses, com o passado atrás das costas e com um olhar sereno e optimista focado no futuro.

Michele

::::::::::::::

"My ideas don't usually come to my desk while I'm writing, but while I'm living”.

I borrowed this phrase from Anais Nin to try to sort out the emotions and feelings that I felt during these first three months in Montijo and because I believe that often stripping them bare on a blank sheet allows you to confront the deepest and most submerged part of yourself.

At least when you write something personal I think you need to be honest, because it is one of the few moments when we are accountable exclusively to ourselves and it would be really stupid to deprive ourselves of this fleeting moment of pure transparency.

I must therefore admit that the first impressions of my stay in Montijo were anything but positive.

Arriving on a torrid Saturday at the end of June, in fact, what had appeared to my eyes reminded me sinisterly of a level of Silent Hill or Resident Evil: all hermetically tight, not a person around, were missing only bales of hay in the middle of the road.

The prospect of having to wait until late July for the other volunteers to arrive and start working was not very attractive, if we add the difficulty in understanding the timetables of public transport to reach the sea or Lisbon the picture was certainly not positive.

As often happens, however, in situations that seem to be "tragic", it was the small things, the details, that gradually made the picture more pleasant: the kindness and helpfulness of the staff, the meeting with the children of Roda and the progressive discovery of the neighbourhood and the town, the increasingly frequent trips to Lisbon, the relaxing weekends at sea, the arrival of my colleagues.

In a slow but constant way, therefore, I became familiar with the environment and little by little I won the affection of the children and the neighbourhood in general, which in fact adopted me.

I think that so far as a team we have done a good job, first of all establishing a good relationship with the surrounding environment and between us, working and supporting each other despite all the cultural and behavioural differences that distinguish us, but that should never be grounds for exclusion.

This is my portrait of the situation three months later, with an eye behind my back and an optimistic and serene look to the future.

Michele


1 de setembro de 2018

Testemunho SVE (3ªTemporada): Uma aventura Portuguesa – a língua


Olá!

O meu nome é Karolina e sou uma voluntária polaca a viver no Montijo.
Gostava de partilhar alguns dos meus pensamentos e experiências, às vezes engraçadas, enquanto estou em Portugal a fazer voluntariado. Escolhi o nome “Aventuras Portuguesas” para estas partilhas porque acho que esta experiência de trabalho e a viajar é uma grande aventura, durante a qual tudo pode acontecer e podemos ser surpreendidos de diferentes maneiras J Hoje vou falar da língua portuguesa.

Este é o segundo mês que eu e os meus colegas voluntários (Polónia, Itália e França) estamos a viver em Portugal – tempo suficiente para aprender e perceber algumas palavras básicas em português, mas não o suficiente para nos sentirmos confiantes a falar esta nova língua.


Uma das primeiras características que identico quando oiço português é um som “ch” que se parece um pouco com o som polaco “sz” ou “ż”, mas ainda assim acho que é uma língua muito exótica, principalmente algumas letras como o “ç”. Sei falar espanhol, e isso têm-me ajudado a sobreviver J Na verdade tem sido muito útil porque as pessoas normalmente percebem o que digo uma vez que muitas palavras portuguesas são parecidas ao espanhol, por exemplo casa (espanhol: casa), quero (espanhol: quiero), etc. A pronúncia, contudo, muitas vezes é bastante diferente do espanhol, mas as pessoas são muito pacientes e esforçam-se para nos perceber J
Temos aulas de português com uma das nossas mentoras – que tem português como a sua língua materna – e com ela estamos a aprender a gramática e toda a parte mais teórica da língua portuguesa. No entanto, a parte melhor de aprender uma língua no seu país de origem é o facto de a podermos absorver a todo o momento, pois estamos em contacto com ela em todo o lado – lojas, restaurantes, cafés, autocarros, cartazes, etc. É entusiasmante vivenciar uma língua assim. Não tenho necessidade de repetir palavras portuguesas em casa, como teria de fazer normalmente quando aprendo uma nova língua e não tenho oportunidades para praticar. Aqui posso absorver tudo ao vivo – cumprimentando as pessoas, a pedir um café, a ouvir conversas de pessoas locais e aprendendo muito com as crianças e os diferentes profissionais com quem trabalhamos. Nem temos noção de tudo aquilo que podemos aprender quando vivemos num contexto rico em situações de aprendizagem espontâneas até o experienciarmos. Bom dia, boa tarde, obrigada, carro, devagar, correr, segundo prato – estas são apenas algumas expressões que aparecem regularmente no meu dia a dia aqui.

Como amante de café que sou também precisava de aprender mas sobre os diferentes tipos de café e os seus nomes para os poder pedir quando estou na rua. Café (é um expresso), abatanado, galão (com leite) – de entre todas as hipóteses eu escolhia sempre um destes três, nem sempre com sucesso... Quando tentei pedir um café grande recebi um café com leite, ou um expresso (o mais comum aqui). Uma vez, em vez de pedir galão enganei-me e pedi bacalhau!
Apesar destes pequenos erros cómicos estou muito feliz por interagir com as pessoas, no geral a sua atitude é sempre muito positiva e querem muito ensinar-me (tive de ouvir muitas vezes a palavra “abatanado” até conseguir decorar).
Uma outra motivação para aprender a língua portuguesa é o Kizomba, uma dança originária de Angola (antiga colónia portuguesa) cujas músicas têm a letra em português. Adoro dança e espero brevemente poder aprender a dançar ainda melhor J Mas disso falaremos mais da próxima vez!

Karolina Piérog

SVE - Terceira Temporada

O novo grupo de voluntários ao abrigo do programa de voluntariado ERASMUS+ chegou a Portugal bem a tempo do verão. 
Desta vez, recebemos 4 voluntários de 3 países diferentes que, durante 6 meses irão desenvolver atividades de animação nos concelhos de Montijo e Alcochete. 
Michele e Fabiana (Itália), Karolina (Polónia) e Alan (França) contarão com o apoio de jovens voluntários locais que facilitarão a sua integração no nosso país. 
Mais novidades em breve!

14 de março de 2018

Testemunho SVE: Os encontros em Guimarães e Viseu



Uma das oportunidade que o Serviço de Voluntariado Europeu coloca à disposição dos voluntários, é um encontro com os outros voluntários provenientes de outros países europeus que estão a fazer projetos semelhantes no país onde o voluntário se encontra.
Existem dois encontros: um no princípio e um a meio da experiência.

Infelizmente o meu primeiro treino em Guimarães foi um desastre total.
As atividades pareciam-me inúteis e não gostei do grupo. A parte positiva é que agora estou ciente que a responsabilidade foi minha, porque não fui para lá com a atitude certa.

Agora percebo que nem sequer dei uma oportunidade, para que as coisas pudessem correr bem. Basei-me só na minha primeira impressão. Passei o tempo escondida, com uma parede (invisivel) à frente da minha cara,  onde só me conseguia ver a mim mesma em frente a um espelho. E o que eu via não era agradável...

O segundo encontro, em Viseu, foi por isso para mim uma agradável surpresa.
Cheguei lá com uma disposição de alma melhor, disposta a tentar, a não me deixar subjugar pelas circunstâncias.

Eu sei que quando são situações organizadas, com programas predefinidas, não é fácil para mim. Mas agora sei também que tenho que enfrentar  as situações e os meus medos. Tenho que me deixar ir. Então disse a mim mesma: “Ok, vamos ver se desta vez as coisas correm melhor…”.
E assim foi.
Encontrei pessoas maravilhosas, com as quais espero de colaborar no futuro. Pessoas muito inteligentes e com um coração lindo.
Falámos sobre o nosso passado e o nosso futuro, falámos de educação não formal, de projetos teatrais e de caracter documentarista.
Eu não ser se acredito em coincidências, mas às vezes gosto de o fazer, sem pensar demasiado sobre isso.
Voltei de Viseu com as ideias mais claras, e com a vontade de as pôr em prática. Agora vejo uma potencial direcção, um trilho para a minha vida. E quero estudar e trabalhar cada dia para alcançar os meus objectivos. Mas lembro-me também do que disse Rita Levi-Montalcini, uma das mais importantes cientista italiana:

Qualquer decisão que tomares para o teu futuro, és autorizada, e eu diria até encorajado, a submetê-la a um teste contínuo, disposta a mudá-la, se deixar de corresponder aos teus desejos.   

Em conclusão, realmente espero que no futuro se possam criar sinergias com as pessoas que encontrei neste encontro, porque uma coisa que realmente sinto falta durante esta experiência, é a possibilidade de compartilhar a projetos sérios e intenções, desenvolver sinergias e colaborações com frutos. E não é isso uma das finalidades deste Serviço de Voluntariado Europeu? Criar contactos, abrir portas? Em nós mesmos e no mundo que nos rodeia?

Mila

22 de fevereiro de 2018

Testemunhos SVE: Reflectir a meio do percurso

Aprender a relaxar. Aproveitar o tempo, tirar um momento cada dia para sair da sua cabeça. Deixar de acumular pensamentos, problemas, possíveis soluções. Aprender a fechar as gavetas que não precisamos mais. A fechá-las pelo menos por algum tempo. Para abrir as portas e as janelas do quarto. Mudar de ares, aprender a respirar, a deixar entrar a luz.


Aprender a meditar, talvez. A não pensar em nada. Para deixar cair o lixo, a ferrugem. Afogar a mente. Olhar mais longe, a linha do horizonte.

Olhar para o espaço no fundo do oceano.


Aprender a respirar, soprar fora a ansiedade e a mania do controlo.
Não ter medo de perder o controlo, e de se soltar.
Dar o primeiro passo, atravessar a porta.                  


Não ter medo de perguntar, de falar com estranhos; nao ter medo de parecer ridícula, de experimentar coisas novas.
Não ter sempre medo de cair.
Aprender a deixar-se ficar assim. Parar de roer as unhas.
Olhar para cima para ver um precipício e não ter medo.
Sentir-se completa  sem se fechar sobre si mesma.
Parar de ver as horas e o telemóvel.
Talvez, só ser.
Para uns momentos.
Não ter medo das pessoas que nos rodeiam, nem das pessoas que ficam dentro de nós.
Sentir os momentos.
Aprender a sentir o sentimento de libertação.
Como se fosse o ar insufla as asas da gaivota, e  a apoia.
Aprender a sentir o sentimento de vontade.
Aprender a utilizar este ar para voar.



Mila

[Terceira Fevereiro 2018]

28 de janeiro de 2018

Testemunhos SVE: Lisboa e a Música

Antes de ter iniciado esta experiência nunca tinha visitado Portuga, e morar a apenas 30 km deLisboa pareceu-me logo uma oportunidade a não desperdiçar!

Mas a minha sorte não acabava aí.. é que a minha coordinadora, Filipa, é sobrinha do baterista dos Xutos e Pontapés, uma banda de nrock com uma história de longa duração. “São como os Rolling Stones portugueses”, disse-me um dos estudantes com quem falei durante uma das nossas aulas nas Escolas Secundárias.


Assim uma das minhas primeiras experiências em Lisboa foi um grande concerto dos Xutos e Pontapés no Coliseu de Lisboa...Emocionante!


Mas a estrela desta noite para mim foi a avó de Filipa, uma senhora com uma energia extraordinária!

Para ficar no âmbito musical, não poderia faltar uma noite de fado.
O nome fado chega da palavra latina fatum [= destino] porque a música é inspirada no típico sentimento português da saudade. As canções do fado falam sobre a emigração, a separação, o sofrimento e o afastamento.

Como quase todas as músicas populares, nasceu nos lugares da pequena delinquência urbana, tal como o samba, o tango e a canção napolitana.
Tambem neste caso posso dizer que eu tive sorte. Durante o meu primeiro dia a passear sozinha para Lisboa - depois muitas subidas e descidas, algumas no típico eléctrico 28, algumas a pé; depois de me perder entre as pequenas ruas da Alfama; depois de muito andar ao lado do rio Tejo, desde a Cais do Sodré até a Praça do Comércio e mais além - cheguei em um ótimo bar no Bairro Alto.

Os preços eram muito baratos e as pessoas que trabalhavam alì muito simpáticas e acolhedoras. Uma cerveja fresca era mesmo o que faltava!
Foi assim que encontrei o Pedro, a Soraya e a Mafalda e me fui embora com a promessa de  os reencontrar mais tarde para uma noite de fado num dos restaurantes mais populares e menos turísticos.

Assim, algumas semanas depois, eu e Mari fomos ao restaurante Dom Leitão, onde encontrámos uma alegria esmagadora. Leitão assado, vinho tinto e fado tradicional..
O que poderia querer mais?



Naturalmente Lisboa e arredores têm muitas coisas mais a descobrir, mas não temos pressa, certo?

Testemunhos SVE: Escolas Secundárias


Uma das nossas atividades como voluntárias consiste em dinamizar algumas aulas de inglês nas Escolas Secundárias de Montijo e Alcochete.

Antes da primeira aula que dinamizámos decidimos fazer um plano para nos ajudar a saber o que fazer.

Foi difícil, por que não sabíamos como organizar o tempo disponível, nem quais as atividades mais úteis ou interessantes para uma turma de adolescentes.

Decidimos começar com uma rápida apresentação em inglês, para isso pedimos aos jovens que encostassem as mesas e as cadeiras à parede e fizessem um círculo no centro da sala.

Depois fomos passando uma pequena bola, quem a recebesse tinha que dizer o seu nome, uma coisa que gostasse e uma que não gostasse.

Depois para nos energizar fizemos um jogo com música.




Cada jovem recebe uma folha de papel onde desenha uma moldura e escreve o seu nome. De seguida dobram o papel.

Quando a música começa têm que trocar os papéis dobrados o maior número de vezes possível.

Quando a música têm que desenhar uma parte da cara da pessoa cujo nome está em cima do papel que têm na mão.

Repetimos o mesmo processo quatro vezes (cara e cabelos, olhos, nariz e boca) e com movimentos diferentes no momento da troca.




No final cada estudante recebe o seu retrato e pode colá-lo na parede junto a um pequeno envelope. A ideia é criar pequenas caixas de correio onde os alunos possam deixar mensagens uns para os outros.

Nós deixamos as primeiras mensagens: pequenas frases em italiano traduzidas para português e inglês.

Depois colamos na parede algumas imagens de diferentes coisas e pessoas.

Os estudantes, divididos em equipas, têm de adivinhar as que são ou não italianas. Aproveitamos esta ocasião para partilhar um pouco sobre Itália e deixar algumas sugestões para o futuro..

Para aprender mais sobre o Portugal, dividimos a turma em quatro equipas e atribuímos um tema diferente a cada uma: cidades, comidas, música e tradições. Cada equipe tem dez minutos para pensar sobre o seu tema e escrever coisas típicas de Portugal para nos apresentar e recomendar (em inglês).



Quando temos menos tempo pedimos simplesmente aos jovens que nos aconselhem alguns lugares a visitar em Portugal.

No final, para falar um pouco sobre o projecto de Serviço de Voluntariado Europeu e a nossa Associação Mundo Inseparável, colamos na parede um mapa do Portugal e um da Europa. Depois damos a cada pessoa dois post-it de cores diferentes onde eles têm que escrever os seus nomes. Os alunos devem por o post it verde num país que já visitaram e que gostaram muito, e o rosa num país que gostariam visitar.
Os jovens têm depois oportunidade de partilhar com o resto da turma as suas motivações.

Para concluir, explicamos como funciona um projeto SVE e como isso pode ser uma boa oportunidade para viajar e encontrar pessoas com culturas diferentes, para aprender a fazer coisas novas e para compreender melhor o nosso futuro.

Se no início fazer tudo isto parecia muito difícil, agora, cada vez se torna mais fácil pois vamos ficando mais confortantes. Talvez seja altura de mudar o plano!