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8 de dezembro de 2018

Testemunho SVE (3ªTemporada): O aniversário da Loja do Mercado


Note: English version below.


Olá! Espero que estejam todos bem, a lutar contra este Outono repentino, mantendo quentinhos o vosso corpo e os vossos corações!
J Eu recomendo um chá de limão com mel ou um bom copo de vinho em boa companhia.

Recentemente celebrámos o 6º Aniversário da Loja do Mercado, a loja social do projecto Cais do Sal, em Alcochete, com quem colaboramos com regularidade. Esta loja recolhe roupas e bens doados e vende-os por valores simbólicos a quem mais precisa. As nossas tarefas na loja incluem selecionar roupas, copos, aparelhos domésticos e separar os bens que já não estão em condições de ser utilizados. Organizamos também os bens nas prateleiras e cabides de acordo com a sua categoria, tipo e/ou tamanho.

Para celebrar o aniversário da Loja, para além de decorarmos a loja para esta ocasião especial tentámos também divulgá-la junto da comunidade local, distribuindo panfletos a convidar as pessoas para comer um pouco de bolo de aniversário.

Percebemos rapidamente que fazer com que as pessoas aceitem um panfleto pode ser um grande desafio, por isso ficámos contentes por termos conseguido completar a tarefa! J

Durante a tarde ocorreu então o momento de celebração, onde pudemos brindar à Loja e aos seus amigos.
Por detrás desta celebração e garantindo o sucesso da loja estão as pessoas que trabalham arduamente para que esta iniciativa seja possível. Seis anos de trabalho e estatísticas positivas sobre as famílias apoiadas é já o suficiente para podermos dizer: Bom trabalho e que continuem sempre a fazer o vosso melhor no futuro!

Karolina



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Portuguese adventure – we celebrate Loja Social’s birthday

 Olá! Hope you all are well, fighting against autumn Chandra, taking care of warmth of your bodies and hearts! J I recommend tea with lemon and honey or a glass of wine in a good company!

 Recently we have been celebrating 6 years birthday of Loja Social we work with.
 It’s an institution which gathers donated clothes and sells them for a symbolic amount of money to poorer families. Our task in Loja is selecting clothes or things like glass, home amenities which are still suitable for use, rejecting the ones which can’t serve anymore to other people. We arrange things on the shelves and hangers according to their types and sizes.

 When the birthday came, apart from decorating the shop for a special occasion, we were marketing guys J We were distributing  leaflets with invitation for a birthday cake and glass of wine. Actually we experienced how hard is to convince people to take one leaflet and we were happy to complete the job! J In the afternoon we met together to raise a toast and have a chat with Loja’s friends. Behind the one day of celebration and success of Loja there are people who work hard to make it happen. 6 years of work and positive statistics about number of supported families is enough to say: good job and continue doing the best you can in the future!

Karolina

11 de novembro de 2018

Testemunho SVE (3ªTemporada): Aventura Portuguesa – O nascer do sol


Note: English version below.




Acordei mais cedo para ver o nascer do sol. Um dos meus objectivos durante a minha estadia em Portugal era ver um nascer do sol na praia, apesar de nem sequer saber de que lado o sol nasce J Um sábado, em Setembro, já não conseguia dormir mais (alguém no nosso bairro estava tão bem disposto que estava a ouvir Hip Hop às 5 da manhã), por isso aproveitei para sair de casa cedo e apanhar o primeiro autocarro para Setúbal. A viagem do Montijo até Setúbal demora cerca de 45 minutos, por isso na verdade acabei por ver o sol nascer pela janela do autocarro, mas mesmo assim valeu a pena J

Tróia, onde fui, é uma península bastante comercial onde se podem encontrar várias lojas, restaurantes e hotéis. Para lá chegar, a partir de Setúbal é preciso apanhar um barco – catamarã. A praia não é tão selvagem como as outras praias de Setúbal, localizadas no Parque Natural da Arrábida, mas adro a enorme costa e o azul límpido da água.

Às oito da manhã somos praticamente os únicos na praia. Podemos passear junto à costa e apanhar conchas enormes e observar as pisadas frescas de quem como nós acordou cedo. A praia é toda nossa, adorei! Especialmente de poder tirar fotografias nesta ambiente tão calmo. Aos poucos vemos os turistas a chegar. Encontramos pessoas a correr, a passear, a abrir os cafés da praia... tudo vai mudando aos poucos até a praia deixar de ser um deserto e ficar inundada de gente. À medida que o sol fica mais forte mais e mais pessoas chegam para nadar ou apanhar banhos de sol, e também com o sol a cor da água parece ficar ainda mais bonita.

Sozinha ou acompanhada, de manhã cedo ou à tarde, em silêncio ou no meio do barulho da multidão que brinca e se diverte, é sempre possível desfrutar da beleza da praia e relaxar ao seu sabor J

Karolina






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Portuguese adventure – in the way to watch sunrise


I woke up very early to see sunrise. One of my objectives during the stay was to see the sunrise on the beach, even if I had no idea on which side the sun rises J One Saturday in September I couldn’t sleep any longer (our neighbor had definitely good mood to listen to hip hop at 5 in the morning) so I went for the first bus going to Setúbal. The road from Montijo to Setúbal takes more and less 45 minutes so finally I saw the sunrise in the bus by the window but it was still worth it J

Troia, where I went, is a peninsula partly commercial as you can find there many shops, restaurants and hotels. From Setúbal you need to take ferry, called catamaran, to get there. It´s not as wild as other beaches you can find in Setúbal, like these ones located in Arrábida Nature Park, but I like it very much for its broad coastline and brightly blue water.

At eight in the morning you are almost alone on the beach. You can have a walk by the coastline finding sometimes really big seashells. You can see fresh footprints made by other “early birds” like you or by seagulls, or by dogs, or by yourself J You are a landlord at this specific moment.

I enjoyed it! Especially taking pictures in a calm atmosphere. After some time you will see tourists, slowly waking up to life. You will see people jogging, walking and opening beach bars. Everything will be slowly changing from a desert into a living beach world J As soon as the sun is stronger more and more people are sunbathing and swimming. Also with the sun the water begins to have an incredible color! Being alone or being with people, early in the morning or in the afternoon, being in silence or being with noise of tourists playing, you can enjoy the beauty of the beach and having your relaxing time just how you like it J

Karolina

5 de novembro de 2018

Testemunho SVE (3ªTemporada): Aventura Portuguesa: As tribos selvagens do Gerês


Note: English version below.

Olá, tudo bem? 

Hoje, tal como vos tinha prometido no último artigo, vou-vos explicar brevemente o jogos das tribos em que participámos durante a nossa formação no Gerês.

Imaginem uma floresta nas montanhas, um dia solarengo, uma ligeira brisa e cerca de 30 pessoas – éramos nós! Fomos divididos em 3 tribos e colocados em diferentes partes da floresta. Cada tribo recebeu uma tarefa diferente para fazer, mas era secreta!

A minha tribo tinha de construir uma cidade para viver, usando apenas materiais da floresta –ramos de árvores, pinhas, terra, etc. A nossa tarefa incluía ainda angariar materiais extra para ajudar a tribo vizinha. Tivemos de tomar algumas decisões a nível da organização social e política da nossa tribo, se tínhamos ou não religião, que moeda usaríamos, comunicação – verbal e não verbal - que roupas ou melhor, que elementos da floresta caracterizavam o estilo da nossa tribo, etc. Só podíamos comunicar em inglês se os membros das outras tribos não estivessem presentes. Sempre que estivesse presente pelo menos um elemento das outras tribos tínhamos de comunicar utilizando “a nossa língua” que consistia num conjunto básico de palavras e sons de lobo “Auuuu” (que era a forma como nos cumprimentávamos).

Atribuímos os diferentes papéis a cada pessoa da nossa tribo – aqueles que iam construir a cidade, a pessoa responsável por estabelecer contacto com as pessoas estranhas à tribo, as pessoas responsáveis por visitar as outras tribos e mais importante, negociar com elas de forma a obter os materiais necessários para construir a cidade.

E finalmente o jogo começou... a parte mais engraçada foi o confronto entre as tribos. Cada uma com comportamentos próprios, linguagens engraçadas, flores e folhas como ornamentos que criavam uma nova imagem para os participantes. Tentámos comunicar, investigar as intenções das outras tribos e tentar perceber quais as tarefas que lhes tinham sido atribuídas – se eram amigáveis ou não. Conseguimos integrar-nos com uma das tribos que era amigável e que beneficiava por viver na nossa terra em troca de materiais que nos cediam. Eram uma tribo hippie e partilharam connosco a sua cultura. Por outro lado, interpretámos mal as intenções da segunda tribo que nos visitou e que devido a um ambiente suspeito decidimos tentar manter afastada da nossa terra (pensávamos que queriam roubar as mulheres da nossa tribo).

O jogo funcionou como um espelho que reflectiu a nosso próprio confronto com outras culturas quando chegamos a um novo país. Há sempre barreiras a ultrapassar – diferentes línguas, valores, formas de estar, religião, etc. Muitas vezes julgamos os outros antes de tentarmos conhecer a sua cultura ou desistimos muito facilmente, sem aprofundar o nosso conhecimento ou tentar comunicar. 

Às vezes as barreiras mais difíceis são as que estão dentro de nós – estereótipos e preconceito. Precisamos ter paciência, ouvir, comunicar, se possível aprender a sua língua e tentar perceber o contexto histórico daquela comunidade especifica. Assim, aos poucos podemos ir além das primeiras impressões e dos estereótipos que criámos durante anos e coexistir de forma harmoniosa com todos os que nos rodeiam.

Karolina



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Olá! Tudo bem?


Today, as promised the last time, I will give a brief view on the tribe game in which we participated during the voluntaries’ training.

Imagine forest in mountains, sunny day, slight wind and 30 people walking around – it was us J We were divided into three tribes and located in different parts of the forest. Every tribe was given a different task to do but it was top secret. My tribe was supposed to build a city to live in with the use of natural materials from the forest like branches of trees, cones, ground etc. Our task included gaining extra materials from the neighboring tribe. We had some decisions to make like social-political structure of our tribe, religion if we have any, money and its currency, language we communicate – verbal and non-verbal etc, clothes or rather elements of forest which characterize our tribe etc. We could communicate in English only in case we are alone with members of our tribe. When there was somebody from two other tribes we needed to use our new language consisted of a few basic words and sound of a wolf “auu” which was our greeting between each other J We divided the roles inside of our tribe – those who were building the city, the person responsible for contacting incoming “guests” and persons who are delegated to visit other tribes and most important to “negotiate” in order to gain the materials necessary to build our city. And then it began… The funniest part of the game was confrontation of particular tribes. Ways of behavior, funny language, greetings, flowers or other forest’s ornaments used to build our new images J

We tried to communicate, investigate others’ tasks and intentions – if they are friendly or not.

We managed to integrate with one tribe which was friendly towards us and benefited  from living on our land – at the same time we gained some of their materials to complete our city. They were hippie tribe and showed us a part of their culture which was playing on paper boxes they had with themselves J On the other hand, we misunderstood intentions of other tribe which visited us and because of suspicious atmosphere we tried to keep them away from our land (we were thinking they wanted to steal our women for the men in their tribeJ).

The game was the mirror reflection of our confrontation with foreign cultures when we come to a new country. There are certain barriers we need to face – different language, other values, ways of behavior, religion etc. We often judge before we know the culture better or we give up too quickly not going deeper with our communication and knowledge. Sometimes the most difficult barriers are the ones we are having in ourselves like stereotypes and prejudices. We need to have patience, eagerness to listen, involvement in communication, if possible learn language and get to know historical context of particular society. Slowly we can go beyond the first impression we have about others, stereotypes we shaped during years and let us coexist with each other in the best possible way.

Karolina

2 de novembro de 2018

Testemunho SVE (3ªTemporada): Aventura Portuguesa – Aprender a aprender, ação de formação no Gerês


Note: English version below

Regressámos recentemente da ação de formação à chegada, uma das formações que a Agência Nacional promover durante o SVE. Passámos uma semana no lindíssimo Parque Natural do Gerês, onde participámos em diversas actividades e conhecemos outros voluntários internacionais que estão a fazer SVE em Portugal. Foi uma semana intensa, gostava de ter tido mais tempo para explorar toda a beleza do parque natural do Gerês.

O nosso grupo de formação era grande, demasiado grande para podermos conhecer em profundidade toda a gente, no entanto, isso permitiu que existisse uma grande variedade de nacionalidades não só de países Europeus, como também – Tailândia e Índia! Diferentes pessoas, diferentes actividades de voluntariado e diferentes paixões. Um ponto em comum – curiosidade pelo mundo, pessoas e viajar. Durante esta formação apercebi-me que não sabia quase nada sobre um país europeu pequenino – Lichenstein, e que precisava de melhorar os meus conhecimentos geográficos! J

Uma das principais frases desta formação foi “aprender a aprender”, que consiste em várias componentes, como percebermos como cada um de nós aprende melhor, aprendizagem ao longo da vida (não existe conhecimento em demasia), ou a importância de controlarmos o nosso processo de aprendizagem definindo objectivos e avaliando a situação ao longo do tempo.

De todas as actividades que fizemos (e foram muitas!) gostava de falar sobre duas delas – as Tribos e os Rótulos. As Tribos explicarei noutra oportunidade – é muito divertido! – por hoje gostava de falar dos Rótulos, que achei fantástico!

Entregaram-nos 5 papéis e pediram que em cada um deles escrevêssemos uma característica nossa. A outra metade do papel devia ficar em branco. As características deveriam ser gerais, e não traços da nossa personalidade. Entre outras havia nacionalidade, profissão, hobbies, etc. Colocámos todos estes rótulos na parede e de seguida pediram-nos que, nas folhas das outras pessoas, escrevêssemos sinónimos para cada um deles, na parte do papel que estava em branco. Os sinónimos deviam ser extremos, por exemplo: bailarino – desempregado, pessoa que gosta de tatuagens – criminoso, português – sempre atrasado J, etc. Os sinónimos eram quase sempre negativos. Quando terminámos cada um de nós teve de “vestir” os novos rótulos e reapresentar-se aos outros com uma nova imagem. Gostei muito desta actividade, por um lado porque foi divertido pensar em rótulos  menos “politicamente correctos”, por outro mostrou-nos os estereótipos negativos que cada um de nós tem dentro de si – criados por experiências passadas, ambiente onde crescemos, família, media, etc – generalizações de comportamentos, episódios históricos ou padrões culturais. É importante estarmos conscientes dos estereótipos que carregamos de forma a não deixar que se transformem em preconceito e descriminação.

Somos todos muito parecidos, por isso vamos aproveitar todas as oportunidades que temos para partilhar momentos positivos e aprender uns com os outros, sobre as nossas culturas, desconstruindo estereótipos!

Karolina





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Portuguese adventure – learn to learn, training in Gerês


 We have just came from the arrival training, one of the ones which EVS offers to you during your voluntary period. We spent one week in the beautiful, natural park of Gerês, where we had have multiple activities and time for integration with people doing their EVS in different parts of Portugal. It was intensive time, we wish we had seen more of the variety of landscapes which Gerês habitants can be proud of.

Our training group was big, too big to get to know all persons better, but on the other hand presented a diversity of nations, also from outside of Europe – Thailand and India! Different individualities, various voluntary activities and different passions. One common – curiosity of the world and people, and travelling. I realized I knew almost nothing about small country in Europe – Lichtenstein and I need to catch up with my geographical knowledge! J

 One of the main phrases of the training was “learn to learn”, which consists of many components like getting to know personal ways of learning, lifelong learning (it’s never enough of knowledge about different topics, you are learning all your life) or controlling your learning process by setting new goals and assessing your progress in achieving them.

 Among different activities (the trainers did their job!)  two of them are worth mentioning – tribes and labels. I would leave “tribes game” for another post – it is real fun! J And I will describe briefly “labels activity”, which I find the fantastic one!

 We were asked to write five characteristics about ourselves on five papers. One half of each paper was left empty. The characteristics were general ones, not the features of our character. Among others were nationality, type of profession, hobby etc. Then we put all these labels on the wall. Next, we were asked to write down synonyms on the half of the paper which had been empty and had belonged to other participants of the game. The synonyms were supposed to be extreme ones, for example: dancer – jobless, tattoo lover – criminal, Portuguese nationality – always late J etc. The synonyms were usually negative. After finishing we got dressed with our new labels and we were “getting to know each other” with our new imageJ I enjoyed the activity! On one hand it was fun inventing the synonyms which are “not politically correct” but in this game allowed J On the other hand it showed us which stereotypes, negative ones, we are having in our heads – they are created by our previous experience, the environment we live in, families, media etc. and by generalization of someone’s behavior or historical, cultural pattern. It is good to be conscious of them and not allowing them to change into prejudices and next discrimination by implementing our thoughts to action.

We all are really the similar ones, so let’s not lose occasion to share the moments and learn from each other, also about our cultures, verifying falsity of the stereotypes we have about ourselves!

Karolina

20 de setembro de 2018

Testemunho SVE (3ªTemporada): Aventuras Portuguesas – Age como um local

Note: English version below


Hoje, a todos os viajantes e estrangeiros a caminho de Portugal recomendo – comportem-se como locais e sentir-se-ão como locais – isso vai ajudar a quebrar o gelo com os nativos portugueses e ultrapassar as barreiras culturais. Claro, sem nunca deixarmos de ser nós próprios e representarmos a nossa cultura. De seguida podem encontrar algumas dicas de como fazê-lo:

     1)  Quando passares por alguém na rua é bom dizer “olá” e perguntar “tudo bem?”. Se é alguém que conheces, ou se te apresentarem a uma pessoa nova podes cumprimentá-la com dois beijos na bochecha – é como fazem os portugueses.

      2) Fala português tanto quanto puderes! Para comunicares com os portugueses não tens de falar fluentemente. Deixa o orgulho e a vergonha de lado e pede o bilhete de autocarro em português. O motorista irá provavelmente sorrir e ajudar-te, e com sorte ainda recebes alguns conselhos de sítios a visitar J

      3) Vai para a rua. Pode parecer estranho, mas se o tempo estiver bom (e normalmente está) porque não ir para a rua em vez de ficar fechado em casa? Os portugueses gostam de aproveitar as esplanadas para beber um café, almoçar ou jantar. Para além disso, principalmente durante o verão, existem várias festas na rua – “festas populares” – que acontecem em diferentes cidades. Lá podes ouvir música ao vivo, ver largadas de touros, provar produtos locais, beber vinho e comprar lembranças para amigos e família.

     4) Sorri! É uma forma universal de nos aproximarmos de alguém sem truques, e normalmente funciona (um sorriso traz outro sorriso). Especialmente quando és novo numa comunidade e as pessoas não sabem o que pensas delas sorrir pode ser essencial para deixar uma boa primeira impressão J




Portuguese adventure – be like a local

        Today, for all the travelers and foreigners coming to Portugal, I recommend to feel like a local and behave like the local – it will help to break the ice between you and the native Portuguese and cross the cultural barer. Of course being yourself and representing your culture is important most of all J  Below you can find some simple tips:

 1) When you meet somebody on the street it’s good to say hello and ask how are you “tudo bem”?
 If you know somebody or you are introduced to a new person you can give two kisses on the cheeks – it is how the Portuguese do.

2) Speak Portuguese as much as you can! Your level of language doesn’t have to be perfect to communicate smoothly. Leave your embarrassment and pride and buy a ticket for bus in Portuguese. The driver will probably smile and help you, maybe even give you some good tips for your travel
J

3) Go to the street. This clue can sound strange but if the weather is nice (usually it is) why don’t you go out instead of sitting in your room? Portuguese people enjoy sitting on the terraces of bars and restaurants, having coffee, lunch or dinner. Also, especially during summer, you can take part in various local street parties, “festas” which take place in different towns. There you can listen to live music, watch the bulls on the streets, taste local products, drink a wine and buy some souvenirs for your friends and family.

4) Smile! It’s an international way to get closer without any special tricks and it usually works (smile provokes smile). Especially when you are new in the community and people don’t know your attitude towards them it can be more than helpful in leaving a good first impression J


Karolina Piérog


1 de setembro de 2018

Testemunho SVE (3ªTemporada): Uma aventura Portuguesa – a língua


Olá!

O meu nome é Karolina e sou uma voluntária polaca a viver no Montijo.
Gostava de partilhar alguns dos meus pensamentos e experiências, às vezes engraçadas, enquanto estou em Portugal a fazer voluntariado. Escolhi o nome “Aventuras Portuguesas” para estas partilhas porque acho que esta experiência de trabalho e a viajar é uma grande aventura, durante a qual tudo pode acontecer e podemos ser surpreendidos de diferentes maneiras J Hoje vou falar da língua portuguesa.

Este é o segundo mês que eu e os meus colegas voluntários (Polónia, Itália e França) estamos a viver em Portugal – tempo suficiente para aprender e perceber algumas palavras básicas em português, mas não o suficiente para nos sentirmos confiantes a falar esta nova língua.


Uma das primeiras características que identico quando oiço português é um som “ch” que se parece um pouco com o som polaco “sz” ou “ż”, mas ainda assim acho que é uma língua muito exótica, principalmente algumas letras como o “ç”. Sei falar espanhol, e isso têm-me ajudado a sobreviver J Na verdade tem sido muito útil porque as pessoas normalmente percebem o que digo uma vez que muitas palavras portuguesas são parecidas ao espanhol, por exemplo casa (espanhol: casa), quero (espanhol: quiero), etc. A pronúncia, contudo, muitas vezes é bastante diferente do espanhol, mas as pessoas são muito pacientes e esforçam-se para nos perceber J
Temos aulas de português com uma das nossas mentoras – que tem português como a sua língua materna – e com ela estamos a aprender a gramática e toda a parte mais teórica da língua portuguesa. No entanto, a parte melhor de aprender uma língua no seu país de origem é o facto de a podermos absorver a todo o momento, pois estamos em contacto com ela em todo o lado – lojas, restaurantes, cafés, autocarros, cartazes, etc. É entusiasmante vivenciar uma língua assim. Não tenho necessidade de repetir palavras portuguesas em casa, como teria de fazer normalmente quando aprendo uma nova língua e não tenho oportunidades para praticar. Aqui posso absorver tudo ao vivo – cumprimentando as pessoas, a pedir um café, a ouvir conversas de pessoas locais e aprendendo muito com as crianças e os diferentes profissionais com quem trabalhamos. Nem temos noção de tudo aquilo que podemos aprender quando vivemos num contexto rico em situações de aprendizagem espontâneas até o experienciarmos. Bom dia, boa tarde, obrigada, carro, devagar, correr, segundo prato – estas são apenas algumas expressões que aparecem regularmente no meu dia a dia aqui.

Como amante de café que sou também precisava de aprender mas sobre os diferentes tipos de café e os seus nomes para os poder pedir quando estou na rua. Café (é um expresso), abatanado, galão (com leite) – de entre todas as hipóteses eu escolhia sempre um destes três, nem sempre com sucesso... Quando tentei pedir um café grande recebi um café com leite, ou um expresso (o mais comum aqui). Uma vez, em vez de pedir galão enganei-me e pedi bacalhau!
Apesar destes pequenos erros cómicos estou muito feliz por interagir com as pessoas, no geral a sua atitude é sempre muito positiva e querem muito ensinar-me (tive de ouvir muitas vezes a palavra “abatanado” até conseguir decorar).
Uma outra motivação para aprender a língua portuguesa é o Kizomba, uma dança originária de Angola (antiga colónia portuguesa) cujas músicas têm a letra em português. Adoro dança e espero brevemente poder aprender a dançar ainda melhor J Mas disso falaremos mais da próxima vez!

Karolina Piérog

SVE - Terceira Temporada

O novo grupo de voluntários ao abrigo do programa de voluntariado ERASMUS+ chegou a Portugal bem a tempo do verão. 
Desta vez, recebemos 4 voluntários de 3 países diferentes que, durante 6 meses irão desenvolver atividades de animação nos concelhos de Montijo e Alcochete. 
Michele e Fabiana (Itália), Karolina (Polónia) e Alan (França) contarão com o apoio de jovens voluntários locais que facilitarão a sua integração no nosso país. 
Mais novidades em breve!

6 de março de 2016

Postais para Moçambique


No passado Dezembro, com a colaboração da Fundacja EBU e a ajuda das voluntárias Internacionais Marine (França), Sara (Espanha) e Simona (Itália) crianças e jovens Polacos da cidade de Minsk Mazowiecki prepararam postais de Natal para enviar para crianças Moçambicanas.
  

O Mundo Inseparável e a Associação Warethwa fizeram chegar os postais às crianças da escolinha da Mamã Amélia em Maputo que adoraram a surpresa! 


Recolha de postais (Polónia)

Criação de postais (Polónia)

Criação de postais (Polónia)


Chegada dos postais a Moçambique

Chegada dos postais a Moçambique

Chegada dos postais a Moçambique

Chegada dos postais a Moçambique

19 de novembro de 2015

Testemunho SVE: David Duarte

"Ter participado no SVE foi uma das melhores experiências dos meus passados 10 anos, realmente só pode ser superada pela emoção de apanhar pela primeira vez o autocarro sozinho ou a sensação de independência do primeiro dinheiro que me veio parar às mão fruto de trabalho. 
Cada dia passado na Polónia foi uma lição de vida, foi mesmo!!! Obviamente, tal como na escola/faculdade nem todas as aulas são interessantes e fáceis, em algumas só olhamos para o relógio à espera que o tempo passe, mas faz parte do pacote SVE, acreditem vale a pena.  
Como todos sabemos o tempo passa a correr quando nos estamos a divertir e a minha estadia passou à velocidade do som (Estive para dizer velocidade da luz, mas isso é bue :D ). Enquanto trabalhei no projecto conheci pessoas espetaculares, aprendi a relacionar-me, criar amizades e alimentá-las. Aprendi que nem sempre tenho razão, mesmo quando tenho 100% certeza que tenho e que só porque alguém não teve uma boa ideia nas últimas 78 ocasiões não significa que na próxima não vai ter a melhor ideia de sempre. Aprendi o sabor do fracasso, e sabe muito mal!!! Lidar com o sucesso não tem ciência nenhuma, mas é quando batemos em paredes (às vezes mesmo de cara) que aprendemos e que pensamos em formas de melhorar. 
Mas existem vivências fora do projecto, o que espantou mais foram as pessoas que conheci no comboio durante algumas viagens que fiz, pessoas a viajar pela Europa, casais de diferentes nacionalidade, reformados que após longos anos de trabalho estão agora a fazer caminhadas e rotas famosas a pé, por todo o mundo.      
Desde que vim da Polónia, consigo colocar o mundo na palma da minha mão, apercebi-me que o planeta é tão pequeno quanto queiramos e está mesmo à nossa espera
What are you waiting for?? Go get it!!!!!!!!!!!!!"

David Duarte, 18 anos, voluntário de curta duração na Polónia, 2015

26 de julho de 2015

Sky is the Limit 2015 - Episódio 4


Quarto episódio do projecto "Sky is the Limit 2015", na Polónia!


23 de julho de 2015

Sky is the Limit 2015 - Episódio 3


Terceiro episódio do projecto "Sky is the Limit 2015", na Polónia! O trabalho é muito mas a diversão continua.



19 de julho de 2015

Sky is the Limit 2015 - Episódio 2

Segundo episódio do projecto "Sky is the Limit 2015", na Polónia! O trabalho é muito mas a diversão continua.


11 de julho de 2015

Sky is the Limit 2015 - Episódio 1


Aqui está o Episódio 1 do projecto de SVE "Sky is the Limit 2015", na Polónia, que conta com a participação de 4 voluntários portugueses. Entre outras actividades, os voluntários desenvolvem um campo de férias internacional onde, só esta semana, participaram 100 crianças!



3 de julho de 2015

Ah Ah Ah minha machadinha


David, um dos voluntários portugueses a fazer SVE de curta duração na Polónia, a partilhar a cultura portuguesa com as crianças polacas durante o Campo de Férias Internacional.


15 de junho de 2015

"Sky is the Limit" SVE a caminho da Polónia

A formação “H.A.P.P.Y” em Minsk Mazowiecki (Polónia) foi um sucesso e por isso estamos muito contentes por continuar a colaborar com esta cidade e com a Fundacja EBU!

Daqui a menos de 2 semanas três jovens portugueses irão integrar o grupo de cerca de 20 voluntários internacionais que irá dinamizar um campo de férias e diversas actividades de animação na cidade de Minsk Mazowiecki como parte do projecto "Sky is the Limit".

David Duarte (Lisboa - 18 anos), Natalina Machado (Alcochete - 19 anos) e Irina Simões (Maia - 25 anos) irão juntar-se aos voluntários dos seguintes países: Espanha, França, Alemanha, Áustria, Irlanda, Grã-Bretanha, Bélgica, Polónia e Venezuela. Integrados no Serviço de Voluntariado Europeu do programa ERASMUS+, os jovens permanecerão na Polónia durante 2 meses.

Pela segunda vez consecutiva o campo de férias contará também com co-coordenação portuguesa por parte de um dos membros do Mundo Inseparável. 


29 de maio de 2015

Formação "H.A.P.P.Y." na Polónia


Já chegaram à Polónia os 5 portugueses que irão participar na formação H.A.P.P.Y, na cidade de Minsk Mazowiecki na Polónia. Foram de todas as partes do país, e aqui estavam eles a caminho!


Irina Simões (Maia)
Joana Domingos & Neide Lima (Setúbal)
Joana Pires (Santa Iria) & Mª João Gomes (Montijo)



7 de maio de 2015

SVE de curta duração na Polónia


Tens entre 17 e 30 anos, gostas de viajar, conhecer novas  pessoas, descobrir outras culturas e trabalhar com crianças e jovens? E que tal tornares-te voluntário durante 2 meses na Polónia? Vem descobrir o Serviço de Voluntariado Europeu de curta duração!!!
O ano passado mais de 15 voluntários de 9 países diferentes juntaram-se na pequena cidade de Minsk Mazowiecki, na Polónia, para o projecto “Sky is the Limit”, e este ano a Fundacja EBU (Polónia) está mais uma vez à procura de jovens voluntários para as suas actividades de Verão.
Esta é a oportunidade de saires da tua zona de conforto, alargares os teus horizontes, partilhares as tuas ideias, aprenderes muito e divertires-te ainda mais! Se não acreditas dá uma espreitadela nos vídeos abaixo e poderás ter uma pequena ideia das iniciativas que que este projecto desenvolveu o ano passado.



Intercultural Summer


Basketball Show


Já estas convencido? Queres saber mais? Aqui encontras mais detalhes sobre esta oportunidade. E se isso não for suficiente podes contactar-nos em geral@mundoinseparavel.pt.


Vem, não te vais arrepender!

2 de março de 2015

Formação na Polónia - H.A.P.P.Y. (Healthy Attitudes Promote Positive Youth)

Vamos ter a primeira iniciativa oficial da nossa associação e vai ser uma Formação na Polónia em parceria com a Fundacja EBU!


Nome: H.A.P.P.Y. (Healthy Attitudes Promote Positive Youth)
Datas: 27 Maio a 3 Junho 2015
Local: Mińsk Mazowiecki, Polónia
Data limite para inscrição: 31 Março 2015
Vagas no momento para Portugal: 2


Custos:
Alojamento e alimentação: coberto a 100% pelo programa ERASMUS +
Viagem: As despesas de deslocação serão reembolsadas até um máximo de 360€
Inscrição: 30€ (a ser deduzidos do reembolso da deslocação)

Não é necessário ser fluente em inglês!
Vejam mais detalhes aqui.

Para inscrições ou mais informações enviem email para geral@mundoinseparavel.pt.